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A mente por trás do voto: como a psicologia eleitoral redefine o marketing político digital

Em um cenário político cada vez mais digital e polarizado, compreender a mente do eleitor se tornou um imperativo para candidatos e estrategistas. Longe de ser uma mera questão de ideias ou propostas, o sucesso nas urnas reside na capacidade de estabelecer conexões emocionais e persuasivas com o eleitorado. Em tempos de fake news e algoritmos, a psicologia eleitoral emerge como ferramenta essencial para decifrar os anseios e motivações dos votantes, moldando estratégias de marketing político digital que realmente convertem.

Como bem aponta Hellen Quida, jornalista e professora especialista em marketing político digital, "as pessoas votam com o coração, não com a cabeça. A política é emoção bem antes da razão". Essa máxima, outrora relegada a um segundo plano, assume agora protagonismo nas campanhas eleitorais, impulsionando o uso de técnicas psicológicas para influenciar o acomportamento do eleitor.

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A persuasão, nesse contexto, se alicerça em três pilares fundamentais: emoção, identidade e credibilidade. A emoção, explorada por Freud, reconhece que o inconsciente guia as decisões do eleitor, tornando os sentimentos de medo, esperança, indignação e pertencimento os verdadeiros motores do voto. A identidade, defendida por Jung, revela que os eleitores buscam líderes que atendam às suas necessidades emocionais, identificando-se com arquétipos universais como o Herói, o Cuidador, o Sábio ou o Rebelde. A credibilidade, estudada por Cialdini, se manifesta através de gatilhos como a autoridade, a reciprocidade e a prova social, que constroem a confiança do eleitor no candidato.

No entanto, o uso da psicologia eleitoral exige responsabilidade e ética. É preciso evitar a manipulação e a disseminação de informações falsas, focando em construir uma comunicação transparente e autêntica, que respeite a inteligência e a autonomia do eleitor. A chave para o sucesso reside em utilizar a psicologia como uma ferramenta para compreender e atender às necessidades do eleitorado, e não para manipulá-lo ou enganá-lo.

Diante desse cenário, a imprensa especializada em marketing político digital tem um papel importante a desempenhar. É preciso informar e conscientizar a sociedade sobre o uso da psicologia eleitoral, destacando tanto os seus benefícios quanto os seus riscos. É preciso fiscalizar as campanhas eleitorais, denunciando práticas antiéticas e manipulatórias. E, acima de tudo, é preciso promover um debate aberto e transparente sobre o futuro da política digital, buscando garantir que a tecnologia seja utilizada para fortalecer a democracia e o engajamento cívico, e não para corroer a confiança e polarizar a sociedade.

À medida que nos aproximamos das eleições de 2026, o conhecimento sobre a mente do eleitor se torna um diferencial competitivo para candidatos e partidos. Aqueles que souberem utilizar a psicologia eleitoral de forma ética e responsável estarão mais bem preparados para conquistar o coração e a mente do eleitorado, construindo campanhas eleitorais vitoriosas e um futuro político mais promissor.

Portanto, a pauta sobre a psicologia eleitoral no marketing político digital é urgente e relevante. É preciso explorar esse tema em profundidade, entrevistando especialistas, analisando casos concretos e promovendo um debate informado e construtivo sobre o futuro da política na era digital. O futuro da democracia depende disso.

Hellen Quida

Jornalista e professora atuante na área de Comunicação Eleitoral e Marketing Político desde 2000. Hellen trabalhou como Coordenadora de programas de Rádio e TV para horário eleitoral, Assessoria de Imprensa e Coordenação de Gestão de Mídias Sociais em campanhas eleitorais e gestão de mandato.

Também atuou como redatora, repórter, direção de locutores e estrategista. Foi professora na Pós-Graduação da Faculdade Estácio de Sá.


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